Moradores denunciam covas abertas e ossadas expostas em cemitério que sepultou mortos pela Covid-19 em Campina Grande




As imagens  filmadas por moradores de Vila Cabral de Santa Terezinha em Campina Grande e publicadas nas redes sociais, são chocantes, macabras e de causar indignação a qualquer cidadão. 



Os ossos humanos “surgidos” da terra e descendo ladeira abaixo,  lembram cenas de um filme de terror, mais são reais e apontam para um grave problema sanitário que pode desencadear em um problema de saúde pública com consequências imprevisíveis. O mais grave é que no cemitério, mesmo nessas condições deteriorante, pelo menos duas pessoas testadas positivas para o Covid-19 já foram sepultadas, sendo que uma delas, sem o uso dos protocolos de segurança exigidos pelas autoridades sanitárias e epidemiológica.

As condições estruturais do cemitério do Santíssimo preocupa a população. Ele é todo de terra batida, e com as chuvas que caíram este ano em Campina Grande, o solo cedeu e inevitavelmente abriu covas e o lugar onde é depositado os ossos que ficaram expostos colocando em risco a saúde dos moradores do bairro. As imagens dos ossos humanos e até um crânio foram compartilhadas em vários grupos de WhatsApp. Moradores ficaram revoltados. O medo é de é que com as chuvas, a situação se torne ainda.

Imagem:Reprodução

A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), já tomou conhecimento do caso, e ficou de enviar uma equipe para recolher os ossos e fechar o espaço reservado para o depósito de ossos.

Apesar da situação estrutural no cemitério como informado acima, foram sepultadas duas pessoas com Covid-19 de forma irregular. O líder comunitário Severino do Ramos Oliveira afirma que o enterro foi realizado em decorrência de apadrinhamento político.

Em meio a dor e o sofrimento da perda de um ente querido vítima da Covid-19, Severino tentou sepultar a sua mãe no cemitério, mas não foi possível pois segundo informou o administrador do local, o enterro não poderia ser realizado por falta de Equipamentos de Proteção Indivudual (EPIs). Então, fizeram como indicado e procuraram outro cemitério.

Ramos ressaltou que não questiona o sepultamento, mas a politicagem até na hora da morte. Muitos moradores fizeram questão de enfatizar que o administrador do cemitério do Santíssimo não teve culpa, pois obedeceu ordens superiores, colocando em risco a sua própria vida e a dos coveiros.

Para espanto dele, na última segunda-feira (15), mais uma pessoa foi sepultada no local e sem o devido protocolo de segurança. Vale lembrar que por conta da pandemia, o Ministério Público recomendou uma série de medidas a serem adotadas pelos cemitérios para o sepultamento de pessoas testadas positivas para o Covid-19.



Localizado dentro do bairro, fazendo limite com as casas dos moradores, o cemitério se tornou um risco para as pessoas, visto que o risco de contágio do novo vírus é iminente, além outras doenças que podem ser causadas pela exposição a decomposição de corpos humanos.

Uma denúncia foi formulada junto ao Ministério Público, precisamente junto a Promotoria de Justiça de Campina Grande, Defesa da Cidadania e dos Direitos Fundamentais que deve apurar o caso.
Resumopb

19: 35
17/06/2020

clickmonteiro.com.br

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