OPERAÇÃO CALVÁRIO Secretária de Gilberto Carneiro é encaminhada à Penitenciária Júlia Maranhão, em JP


Doze pessoas foram alvos dos mandados na quarta fase da Operação
Calvário, na terça (30) (Foto: Divulgação)

O juiz Adilson Fabrício Gomes Filho, designado para substituir o juiz Ricardo Vital, ordenou que a secretária Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, auxiliar do ex-procurador Geral do Estado Gilberto Carneiro, seja encaminhada à Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.


A determinação foi dada durante audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (2). Ela foi alvo da quarta fase da Operação Calvário, deflagrada na terça-feira (30).

O magistrado decidiu que apenas familiares de primeiro e segundo graus e advogados poderão visitar a secretária.
(Imagem da Internet)
Maria Laura será encaminhada à Penitenciária Júlia Maranhão "por se tratar de presa provisória sem direito a prisão especial na forma  da lei", segundo explicou o juiz Adilson Fabrício Gomes Filho na decisão.

Maria Laura já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão durante a terceira fase da Operação Calvário. O mandado de prisão, assim como os mandados de busca e apreensão, foram determinados pelo desembargador Ricardo Vital.



Operação Calvário/Operação Esperança

Doze pessoas foram alvos dos mandados. Foram cumpridos mandados nas casas dos alvos, no Centro Administrativo Estadual, no bairro de Jaguaribe, e na sede da Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba, localizada na avenida João Machado, também em Jaguaribe, em João Pessoa.

O Gaeco, do Ministério Público da Paraíba (MPPB), com reforço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram na manhã da última terça-feira o quarto desdobramento da Operação Calvário, batizada como Operação Esperança.

Segundo informações do Gaeco, a Operação Calvário, no Estado da Paraíba, investiga núcleos de uma organização criminosa comandada por Daniel Gomes da Silva, que é responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, com valores chegando a R$ 1,1 bilhão, possuindo atuação em outras unidades da federação, a exemplo do Rio de Janeiro.

Ao todo, 53 policiais rodoviários federais, provenientes nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, foram empregados na operação. Além de ações em João Pessoa, a operação foi deflagrada também em Pitimbu e Santa Terezinha.
ClickPb

19:46
02/05/2019

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