Polícia prende em Goiás homem de seita religiosa acusado de estuprar três meninas





As polícias Civil e Militar de Goiás prenderam, na última sexta-feira, dia 4 de janeiro, um integrante de uma seita religiosa acusado de estuprar três meninas, em Caiapônia, cidade a 335 quilômetros de Goiânia. A avó das duas crianças, de 7 e 10 anos, e uma adolescente, de 13, também foi presa na Operação Anjo da Guarda 2.


De acordo com as investigações, ela levava as meninas para rituais de magia negra, que envolviam promessas de solução para conflitos familiares, financeiros, amorosos, políticos, além de cura de doenças.

Segundo a Polícia Civil, apresentando-se como líder da seita, o homem, de 42 anos, recebia várias pessoas da cidade, que se submetiam aos rituais na esperança de ter seus problemas resolvidos. A avó das meninas, de 49, teria as “ofertado” como sacrifício à “entidade” que supostamente era incorporada pelo líder. Segundo o delegado Marlon Souza Luz, os abusos foram relatados pelo próprio acusado em diários, apreendidos pela polícia.


De acordo com a polícia, os investigados confessaram os crimes, “detalhando a forma dos abusos e apontando a presença de políticos e pessoas da alta sociedade nos locais dos rituais”, que ocorriam em um acampamento as margens de uma rodovia estadual, a GO-221, distante cerca de 8 quilômetros da cidade.

Os abusos foram denunciados pelas mães das crianças, que relataram ter percebido mudança de comportamento das filhas. Elas desconfiaram também da insistência da avó em ficar com as crianças e a adolescente. As mães disseram à polícia que as filhas relataram os episódios a elas.

Segundo a polícia, para despistá-la, os dois presos obrigaram o companheiro da avó a gravar um vídeo confessando o crime dias antes da operação. O delegado diz que o relato do homem no vídeo é “incongruente” com as declarações das vítimas, que eram ameaçadas e coagidas a não revelar os autores. Em depoimento à polícia, o senhor disse que foi convencido pelo líder da seita a gravar a falsa confissão.

Os investigadores estão apurando se há outras vítimas.

- Com a prisão dos investigados e a apreensão do material encontrado, entre vestimentas usadas nos rituais, símbolos religiosos, material pornográfico, aparelhos celulares, anotações diversas e, sobretudo diários com relatos detalhando os rituais e os estupros, teremos condições de apontar a existência ou não de outras vítimas e se os frequentadores e seguidores da seita também participaram dos abusos sexuais, o que poderá resultar em mais prisões -, afirmou o delegado.

Os dois vão responder por estupro de vulnerável.
Extra

20:20
06/01/2019

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