Barragens de Paracatu concentram cerca de 547 MI de metros cúbicos de rejeitos





Moradores de Paracatu manifestam preocupação de um eventual rompimento de barragens em Paracatu, tendo em vista que o município concentra duas gigantescas barragens de rejeitos, da maior mina de ouro a céu aberto do mundo.


Por meio das redes sociais, a população manifestou o medo e a preocupação, por conviver próximas a duas enormes barragens. Um video de um drone divulgado no facebook, chamou ainda mais a atenção da população pelas enormes lagoas de rejeitos na cidade.

Os casos recentes de rompimentos de barragens aconteceram em Minas, como foi o caso da barragem de Fundão em Mariana, no ano de 2015. A tragédia provocou a morte de 19 pessoas. O numero de mortos em Brumadinho, já passa de 60, com 292 pessoas desaparecidas. 

Após três anos da tragédia em Mariana, o rompimento de barragens novamente voltou acontecer em Minas, na tarde da última sexta-feira, 25, de Janeiro, com a barragem da Mina do Feijão, na Cidade de Brumadinho. A barragem principal tinha capacidade de 12,7 milhões de metros cúbicos. Já a barragem da Samarco,em Mariana, tinha 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

Em 2015, após a tragédia na barragem de Mariana, foi realizada na Câmara Municipal de  Paracatu, uma Audiência Pública, para falar sobre a segurança das barragens de rejeitos da Mineradora Kinross em Paracatu.

Na época, Leonardo Padula, Gerente das barragens da Kinross e o Diretor de Licenciamento e Sustentabilidade, Alessandro Nepomuceno, apresentaram vários planos de segurança e  acompanhamento das barragens, além de planos emergenciais em caso de um eventual rompimento. Ambos afirmaram que as barragens são seguras.

O município possui duas grandes barragens de rejeitos, sendo a primeira de Santo Antônio, construída em 1987, com capacidade máxima de 483 milhões de metros cúbicos de rejeitos e acumula 399 milhões de metros cúbicos e não recebe mais material. A segunda barragem é a Eustáquio, que está em funcionamento. A barragem tem capacidade para 750 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A barragem tem hoje acumulado, 148 milhões m³ de rejeitos.

O Método construtivo das barragens é alteamento à jusante e linha de centro. As barragens são alteadas com uso de solo compactado.

Por meio de nota, a Kinross se manifestou e disse que trabalha com as melhores práticas na construção de barragens e possui procedimentos rigorosos de manutenção e monitoramento, incluindo inspeções diárias e acompanhamento mensal por instrumentos e análise de dados.

A empresa possui um plano de emergência sempre atualizado. Em novembro de 2016, a empresa realizou, em parceria com a Defesa Civil Municipal, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, treinamentos com comunidades vizinhas à barragem. A ação, que integra o plano de emergência da Kinross, visou repassar ao público informações sobre como proceder em situações de emergência.

Para reforçar a transparência de sua operação, ampliou o Programa de Visitas e incluiu a Barragem dentro do roteiro para que assim, os visitantes possam conhecer e tirar dúvidas com relação a nossa operação. Em 2018, mais de 1000 pessoas visitaram a Mina do Ouro.

Em 25 anos de história, a Kinross nunca teve qualquer evento de rompimento da barragem em suas nove operações ao redor do mundo. Todas as nossas instalações são projetadas, construídas e mantidas com os mais altos padrões de engenharia. Segurança e integridade física, incluindo a capacidade de resistir a tempestade e eventos sísmicos, são algumas das principais considerações.
paracatunews.com.br

19:00
28/01/2019

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