Bolsonaro sofreu novas ameaças nas últimas semanas, diz Etchegoyen



Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional -
13/11/2018 (Adriano Machado/Reuters)
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta segunda-feira, 3, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sofreu novas ameaças nos últimos dias, mas não deu detalhes sobre os supostos casos identificados pelo setor de inteligência do governo.


“Eu posso falar até quinze dias atrás. Até quinze dias atrás houve mais ameaças”, disse Etchegoyen ao ser questionado sobre o tema, esclarecendo que esteve fora nas últimas duas semanas e não saberia dizer de casos mais recentes.


Mais cedo, também nesta segunda-feira, Bolsonaro retuitou, em sua conta na rede social, dois posts com ameaças recolhidos pela conta “Ódio do Bem”, que o apoia. Em um deles, o autor escreveu “Matem o Bolsonaro”. Em outro, após uma usuária comentar que sua mãe estava no mesmo voo do presidente eleito, uma pessoa responde: “Mande ela dar uma facada para valer dessa vez”.


Diante das ameaças, o general sugeriu cautela na cerimônia de posse, em 1º de janeiro de 2019. De acordo com Etchegoyen, o planejamento para o dia ainda não foi fechado e não há definição se Bolsonaro irá desfilar em carro aberto.


“Nós temos um presidente que sofreu um atentado, que vem sofrendo agressões frequentes, basta ver nas mídias sociais, e a quem tem que ser dada a garantia, não só a ele, mas ao vice-presidente, das melhores condições de governo. Certamente a segurança exigirá cuidados mais intensos e precisos”, disse o ministro.


“A decisão será do presidente. Eu presidiria tudo com cautela. Neste momento, eu tenho que me atualizar, porque passei fora duas semanas, mas eu recomendaria que todas as medidas tomadas fossem presididas por cautela”, acrescentou Etchegoyen, ao ser questionado sobre os riscos.


Bolsonaro foi alvo de uma facada durante ato de campanha, no início de setembro, em Juiz de Fora (MG). Ele passou por duas cirurgias de emergência e ainda precisará ser operado mais uma vez, para retirar uma bolsa de colostomia, que usa desde o ataque.
Veja.com

19:50
03/12/2018

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