Suspeito de matar idosa de 106 anos no Maranhão diz que não se lembra da noite do crime





Alypio Noleto da Silva, 24 anos, principal suspeito de ter executado a idosa Antônia da Conceição Silva, de 106 anos, a pauladas em Feira Nova do Maranhão, prestou depoimento na noite dessa sexta-feira (23) e, segundo a polícia, ele disse que não se lembra do que aconteceu na noite do crime.


O depoimento de Alypio durou cerca de quatro horas. Segundo o delegado Fagno Vieira, ele não confessou, mas também não negou que tenha cometido o crime, pois disse que não se lembra de nada no momento do crime.

“A versão apresentada pelo Alípio foi inconsistente desde o início. Primeiro ele diz uma coisa, depois fala outra. Quando ele se vê sem muita saída, diz que não se lembra de nada”, disse o delegado.

Alypio da Silva era sobrinho-neto da vítima. Além dele, a polícia investigava outros três suspeitos, mas ele passou a ser considerado o principal. Segundo a polícia, na noite do crime ele usava uma sandália compatível com as pegadas deixadas na parede da casa e foi visto na festa que acontecia perto do local do crime.

No começo do ano, na mesma cidade, Alypio tentou matar um homem a golpes de machado. A vítima o reconheceu e outra testemunha também garantiu que foi ele o autor da tentativa de homicídio, segundo a polícia, mas o delegado Fagno Vieira disse que ele também diz não se lembrar deste episódio.

O delegado Fagno Vieira conduziu a operação que captou Alípio em uma van no povoado Alto Bonito, entre a cidade de Riachão e Carolina. A prisão se deu após a Justiça acatar um pedido de prisão temporária contra Alypio. Ele deve permanecer preso em Balsas.

A polícia acredita que o assassino invadiu a casa da vítima para roubar dinheiro e o motivo do homicídio da idosa a pauladas tenha sido pelo fato de ela ter reconhecido o criminoso.

Crime brutal

Antônia Conceição da Silva, de 106 anos, foi assassinada a pauladas dentro da sua casa durante a madrugada. Segundo a polícia, a idosa estava sozinha quando um homem entrou por um buraco feito no telhado.

O laudo sobre a causa da morte da idosa diz que ela sofreu traumatismo encefálico. As investigações também confirmam que ela chegou a ser arrastada pelos cômodos da casa antes de morrer. Até o momento, a principal linha de investigação aponta que ela foi morta porque teria reconhecido o assassino quando ele invadia a casa.

O neto da vítima, que morava com ela, havia ido para uma festa e, quando retornou, encontrou a avó morta. Ainda segundo a polícia, ao ser encontrado, o corpo da idosa estava com sinais de estrangulamento e espancamento. Um bastão de madeira com marcas de sangue pode ter sido a arma do crime.
G1

219:17
24/11/2018

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