Uma usina de R$ 25 bilhões: Angra 3 é o nosso desastre nuclear


No escuro - Obras suspensas, denúncias e orçamento estourado
(Marcos Michael/.)

Depois da tragédia de Fukushima, no Japão, em 2011, a preocupação com a segurança das usinas nucleares voltou ao centro das atenções em diversos países. Essa não foi a única causa, mas contribuiu para o encerramento das atividades de muitas delas. 


O governo alemão, por exemplo, vai desativar todas as suas usinas nucleares até 2022. Nos Estados Unidos, cinco foram fechadas e outras quatro deverão ter o mesmo destino nos próximos anos. 


Essa decisão só foi possível porque novas fontes de energia ganharam espaço nos últimos anos, como as térmicas a gás, as turbinas eólicas e os parques solares. São fontes mais acessíveis e de menor risco.


O Brasil, entretanto, pouco antes do acidente no Japão, havia optado por resgatar o projeto de concluir a usina nuclear Angra 3, no litoral fluminense, iniciada na década de 80. A construção foi retomada em 2009, sob a justificativa de afastar a ameaça de um novo apagão no país. As obras estão suspensas, porém, desde 2015, após revelações de denúncias de corrupção. Concluir as obras da usina nuclear, reiniciadas por Lula, vai custar bilhões de reais — e o preço elevado de sua energia pode tornar o projeto inviável


E, mesmo depois de elas terem consumido 8 bilhões de reais, não se vislumbra o término das instalações. Estima-se que são necessários mais 17 bilhões para concluir a usina. Agora, nem a Eletronuclear, a estatal encarregada do projeto, nem o governo têm o capital para tocar o empreendimento.
veja.abril.com.br


11:00
15/07/2018

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