Garoto de 14 anos é morto a pedradas por outro adolescente em Santa Maria - DF.


Gabryel foi morto quando voltava de uma festa                                                    (foto: Reprodução)

O assassinato do adolescente Gabryel Bezerra Pereira, 14 anos, tem mobilizado a população de Santa Maria, que está chocada com a brutalidade do crime. Na última quinta-feira (5/7), o garoto foi a uma festa na QR 116 e acabou morto a pedradas no momento em que deixava o evento. O suspeito, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), é outro adolecente, de 13 anos.
 

Segundo a ocorrência registrada, um policial da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) foi informado, por volta das 4h30 daquele dia, de que o corpo de Gabriel tinha sido encontrado na rua. Após chegar ao local, o policial ouviu relatos de testemunhas e chegou até a casa do suspeito, que confessou ser o autor.


O menor foi, então, encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, para o Núcleo de Atendimento Integrado (DF), onde aguarda decisão da Vara da Infância e da Juventude.

Câmeras de segurança de uma farmácia próxima captaram o momento em que Gabryel foi apedrejado, mas devido à grande violência das cenas o Correio decidiu não divulgar as imagens. 

"Deus me ajude", pede mãe 

Gabryel foi velado dois dias após a tragédia. A morte comoveu a população, que prepara uma passeata pedindo paz e mais segurança para o próximo domingo (15/7). A mãe do adolescente morto, Danielle, se manifestou nas redes sociais: "Mesmo que as pessoas me digam que devo superar a sua perda, nunca vou, porque perder você da forma que perdi não dá. O meu desejo de justiça é maior. Deus, me ajude. Permita que estas pessoas paguem por este crime. Não deixe impune".

Danielle conta que na noite em que Gabryel foi assassinado, ele recebeu uma ligação de duas amigas o chamando para uma festa. “Ele tinha chegado em casa às 20h com dor de cabeça e foi deitar, mas à meia-noite recebeu essa ligação. Eu pedi para ele não ir, para ficar em casa descansando, mas ele disse ‘mãe, é rapidinho, eu prometo volto logo, pode me esperar’. Eu estou esperando até agora”, lamenta a mãe.

Ela conta que soube que Gabryel passou a maior parte da festa dançando com os filhos das amigas que o convidaram, mas que, em determinado momento, dançou com uma moça, namorada de um presidiário. “Por causa disso começaram a bater no meu filho ali mesmo. Ele pediu desculpas e foi embora, mas já tinha alguém esperando ele do lado de fora. Não foi só um, foram duas pessoas que apedrejaram o Gabryel. Não deram nem chance do meu bebê se defender”, disse a mãe. “Estou até me sentindo ameaçada porque sei que tem um outro bandido foragido”, relatou.

Os dois tinham uma relação muito próxima, e o menino adorava cantar. Nas redes sociais, a mãe divulgou vídeos dele cantando. Além de cantar na igreja, Danielle disse que ele gostava de rap e chegou a fazer parte de um grupo. “Meu filho era um bom menino, tanto que na autópsia não foi encontrado nada que indicasse uso de drogas o álcool. Ele estava limpo, nunca usou nada”.

Além da mãe, Gabryel deixa uma irmã, de 7 anos, e o padrasto. “Era um relacionamento muito feliz em casa. Ele era muito brincalhão, a gente ria muito com ele. No velório minha filha perguntava porque a gente tinha colocado o irmão dela ali. Precisei falar que a gente estava guardando o Gabryel, para ele não sofrer mais”, contou Danielle. 
Correio Braziliense

19:07
11/07/2018

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