Suspeito de manter mulher e filha em cárcere privado tem prisão preventiva decretada na PB


Lugar onde mulher e bebê viviam em cárcere privado estava revirado e
não tinha comida, na PB (Foto: Polícia Civil de São Bento/Divulgação)

O juiz da Vara de São Bento, no Sertão da Paraíba, Hermeson Alves Nogueira, converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva do homem de 59 anos, suspeito de manter a mulher e a filha em cárcere privado por cinco anos. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada no Fórum de São Bento nesta quinta-feira (22).


Com essa decisão, o homem permanece preso na Penitenciária de Catolé do Rocha, também no Sertão. A preventiva foi pedida pelo promotor Osvaldo Lopes. Para o representante do Ministério Público, essa prisão foi necessária para impedir que o suspeito continue a delinquir, pondo em risco a segurança da vítima e da sociedade, bem como que ele fugisse.

O promotor disse ainda que vai aguardar a conclusão do inquérito policial para decidir se denuncia ou não o suspeito à Justiça.

O homem de 59 anos foi preso em flagrante na manhã da última terça-feira (20). De acordo com as investigações da Polícia Civil, ele mantinha a mulher, uma pedagoga de 29 anos, e a filha, de 2 anos, trancadas dentro de casa com cadeado.


Relembre o caso
O delegado Sheldon Andrius Fluck, responsável pelas investigações, disse que o casal morava junto há 5 anos e que desde então a mulher, uma pedagoga de 29 anos, teria sido submetida ao cárcere. Eles tiveram uma filha que atualmente está com 2 anos, que não teria sequer sido registrada e que também era vítima de todas as agressões. Ainda conforme o delegado, um laudo médico comprovou as agressões na mulher e na criança.

Mulher e bebê eram proibidos de sair de casa na PB; polícia fez o resgate
(Foto: Polícia Civil de São Bento/Divulgação)
Sheldon Andrius acrescentou que uma mulher que mora ao lado da casa onde as vítimas estavam sendo mantidas em cárcere privado ouvia barulhos e escutava o choro da criança, de modo que decidiu ajudar as vítimas arremessando o celular pelo muro para que a mulher pudesse pedir socorro para sair do cárcere.

No depoimento, a mulher disse ainda que ela e a filha eram agredidas e que passavam fome. Ela disse também que o homem havia instalado uma câmera no banheiro para chantagear divulgar imagens íntimas dela, caso procurasse a polícia.

Ao ser interrogado sobre essas acusações, o suspeito negou que mantinha a filha e companheira em cárcere privado. Segundo ele, a mulher tinha liberdade para ir e vir e ela e a filha não eram agredidas.

De acordo com o Conselho Tutelar de São Bento, na noite de terça-feira (20), mãe e filha voltaram para a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, onde mora a família delas.
G1PB

20:47
22/03/2018

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